quarta-feira, 16 de maio de 2018

Assistentes sociais da Semed viabilizam serviços à comunidade escolar


Ações englobam atividades para toda a comunidade escolar.
Desempenhando um importante papel no projeto pedagógico da escola, o assistente social é um profissional que atua como uma ponte entre a escola e a comunidade, auxiliando no acesso da população aos direitos sociais. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) reconhece a importância desse profissional no âmbito escolar para a melhoria da qualidade de ensino, por isso, atualmente, conta com 56 assistentes sociais em seu quadro de funcionários, sendo 48 deles atuando diretamente nas escolas da Rede.

A inserção desse profissional na área de educação contribui na aplicação de políticas que garantem direitos e, consequentemente, na formação de cidadãos. Os profissionais que atuam na Rede Municipal de Ensino são direcionados para áreas onde há maiores índices de vulnerabilidade social. Entre as ações realizadas por eles estão a promoção e viabilização de atividades socioeducativas nas unidades escolares.
Projeto Olhinhos Felizes, parceria do CAIC Carmelita Gama com o Instituto da Visão.

Segundo o Núcleo de Apoio Social da Semed, as iniciativas que acontecem por intermédio dos assistentes sociais incluem palestras, oficinas e reuniões que abordam temas como uso de drogas, violência, bullying, trabalho infantil e cultura de paz, assuntos relevantes para a formação cidadã da comunidade. Esse trabalho é periódico e faz parte do calendário pedagógico das unidades.
Além disso, para garantir que a comunidade escolar tenha acesso ao Bolsa Família, a coordenação de Serviço Social realiza periodicamente ações do Projeto Presença, responsável pelo monitoramento de frequência dos alunos da rede e um dos critérios para recebimento da distribuição de renda.
Atividades em parceria com o Batalhão Escolar
promove palestras sobre drogas e violência patrimonial.
A assistente social do Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) Carmelita Gama, Clariana Silva, disse que atuar na Política de Educação implica ultrapassar a ideia de que o espaço escolar se refere apenas ao aspecto ensino-aprendizagem e à relação professor-aluno.

Assistentes Sociais ministram palestras periódicas com a comunidade escolar.

Ela ainda destaca os problemas que a população precisa lidar diariamente e interferem diretamente no desenvolvimento intelectual, principalmente naquilo que é aprendido na escola.
“Essas pessoas não possuem acesso, muitas vezes, a serviços básicos. Elas enfrentam desemprego, violência, desestruturação familiar, desnutrição e diversos problemas de saúde. Isso se reflete em evasão escolar e repetência, bem como no processo de ensino-aprendizagem”, pontuou Clariana.
Além do Projeto Presença e das atividades pontuais com os alunos, o profissional de Serviço Social  possibilita a ampliação do acesso da comunidade escolar a outros direitos sociais. Para isso, busca conhecer o perfil socioeconômico das famílias dos alunos e facilita a articulação com as instituições sociais, como o Conselho Tutelar, o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), a Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (Aappe) e a Associação de Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), para viabilizar o acesso da comunidade escolar aos seus serviços.
Eduardo Araújo (estagiário)/ Ascom Semed

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