quarta-feira, 14 de abril de 2010

Reestruturação do PDE é debatida com diretores

Fotos Adriana Cirqueira


Reelaborar o Plado de Desenvolvimento da Escola (PDE) e implementá-lo, utilizando todos os recursos disponíveis na escola. Para discutir esse assunto, os diretores e coordenadores de 26 escolas da rede municipal de ensino se reuniam nesta quarta-feira (14), na Secretaria Municipal de Educação (Semed). O encontro com a Coordenadora do PDE, Francisca Correia serviu para esclarecer que neste plano devem estar incluídos recursos como os do Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE, Mais Educação, Escola Aberta, entre outros.



Segundo Francisca, as escolas recebem recursos de várias fontes. O objetivo desta reestruturação é utilizá-los de forma planejada, em sintonia com as metas traçadas para o desenvolvimento da unidade e o aumento dos índices de desempenho dos alunos. A Semed, em parceria com o Estado, vai capacitar os gestores das instituições de ensino para que executem adequadamente a reelaboração do plano. A capacitação será feita em dois dias e está prevista para o mês de maio.



Além da capacitação, a coordenadora do PDE destacou a importância do monitoramento das ações do plano diretamente nas escolas. Para que isso aconteça de forma sistemática, haverá visita técnica bimestral em todas as unidades da rede, oferecendo suporte necessário à continuidade das ações propostas.


Como forma de garantir o planejamento, o Comitê Estratégico do PDE-Escola da Semed vai promover uma formação continuada com 40 horas. Ao todo serão em 10 encontros no período de maio a dezembro. Durante as atividades o tema será o “Planejamento como processo de participação, organização e intervenção no âmbito do trabalho escolar”.


Comunidade conhece experiências do Conselho Escolar

Fotos Janaina Farias
Pais, alunos, professores e funcionários da Escola Nise da Silveira, situada no Salvador Lyra, foram sensibilizados, na última terça(13) quanto a renovação do conselho escolar local. O momento também foi de socializar experiências de atuação do conselho na gestão escolar.

Integrantes do conselho da Escola Audival Amélio, relataram o que é vivido na íntegra pelo grupo , nas decisões da escola e a participação de cada segmento. Os conselheiros da escola Nosso Lar I, conduziram uma mesa redonda que contou com a comunidade e alunos do período noturno.

Um das funções primordiais do conselho escolar é auxiliar na tomada de decisões. O seu desempenho não se limita apenas na fiscalização da aplicação dos recursos escolar, mas, sobretudo, na participação efetiva de cada ator social. Ou seja, pais, alunos, professores, funcionários, membros da comunidade e direção.

A atuação do conselho escolar é feita de forma integrada, afirma Amanda Lins, conselheira da escola Audival Amélio.“Decisões são feitas em conjunto. No nosso conselho todos tem o direito de falar,de compartilhar”, afirma.

Para a diretora desta unidade, Lourinete da Silva o que faz uma gestão democrática ser transparente é a participação de todos na construção de um ensino de qualidade. “E preciso eleger pessoas de confiança. Que tenham consciência, que queiram o melhor para a educação, que queiram participar. Trabalhar, para mudar a realidade da escola. Tem que entender que conselho é participação em decisões”, explica.

A diretora da escola Nise da Silveira, Arlete Domingos, alertou a comunidade escolar presente quanto à renovação do conselho, chamando atenção para sua composição e importância no gerenciamento dos recursos aplicados na escola como parte fundamental na garantia da qualidade de ensino.

“O conselho é um espaço que compete a todos participar, eu sozinha não decido nada. Todas as decisões da escola são tomadas juntamente com o conselho. Precisamos fazer uma nova eleição. Estamos impossibilitados de comprar qualquer coisa, por que ainda não elegemos o nosso conselho. Porém em breve estaremos com novos integrantes”, conclui a diretora.

Semed forma multiplicadores em DST/AIDS

Foto Marcos Rodrigues


Formar multiplicadores para atuar nas escolas da rede municipal. É o que tem garantido a parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Na manhã desta quarta-feira (14) professores comunitários e assistentes sociais iniciaram uma formação de 40h com o objetivo de conhecer a didádita e ensinar os estudantes a se prevenirem de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS.

A orientação das discussões foi feita pelo psicólogo da SMS, Fábio Mota que apresentou o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, na sede da Sociedade de Medicina. No conteúdo a abordagem incluiu informações sobre saúde sexual reprodutiva e os cuidados para se evitar a gravidez na adolescênia.

"Além da temática central também abordamos a questão das drogas porque elas também são fatores de risco já que os usuários, no processo de perda da consciência se descuidam e não se previnem", acrescentou Fábio.

Os encontro com os educadores têm tido boa repercussão nas unidades. Segundo Fábio a experiência indica bons resultados, já que estão sendo formados multiplicadores de conhecimento. Isso se deve ao acompanhamento feito pelo Grupo Gestor do programa que tem a responsabilidade de adaptar seu conteúdo de acordo com as necessidades dos multiplicadores.

O público alvo, neste momento, envolveu professores comunitários do Programa Mais Educação que conta com recursos do Governo Federal. Sua coordenedadora, a técnica pedagógica, Edleuza Maciel Brandão, destacou a importância do envolvimento da comunidade escolar com o tema. Para ela os resultados serão sigficativos se, em todas as áreas do ensino, como abordagens transversais ao conteúdo, os professores discutirem o problema.

Durante o encontro os participantes puderam trocar experiências sobre os avanços e dificuldades em abordar questões relacionadas a sexualidade. O maior entrave ainda é o tabu que cerca as discussões. Mas aos poucos os multiplicadores tem garantido maior assimilação e a participação da comunidade que reconhece no conteúdo a importância para a saúde de todos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Semed apresenta Plano Nacional para ensino da cultura negra

Fotos Adriana Cirqueira

Verônica apresentou detalhes do plano a diretores e coordenadores

Formar alunos conscientes sobre a importância da convivência com a diversidade cultural, racial e sexual. É o que pretende a Secretaria Municipal de Educação (Semed) nas escolas que integram a rede municipal. Nesta terça-feira (13), aconteceu o Seminário sobre o Plano Nacional da Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Ético-Raciais. O evento foi realizado no auditório Paulo Freire, na Semed, e reuniu professores e coordenadores.



O documento apresentado aponta os caminhos para se aprimorar e ampliar o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em sala de aula. A apresentação da proposta, resultado de debates e discussões em nível nacional, foi feita pela assessora técnica da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Verônica Maia.



Durante sua palestra Verônica destacou a importância do plano e os desafios para a sua implementação. Como exemplo citou que no Brasil, ainda hoje, há discriminação até quando a pessoa morta é de cor negra. O mesmo problema se identifica quando a Justiça aplica suas sentenças. “Muitas vezes o mesmo crime, quando praticado por um negro costuma ter a pena mais severa”, destacou Verônica.



Na Semed, a temática é articulada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Diversidade Étinico-Racial (Neder). O setor tem promovido encontros e gerido a formação continuada de professores. Segundo sua coordenadora, Rosário de Fátima, o próximo passo será fazer o plano vigorar dentro das escolas. “Acreditamos na perspectiva de que esse trabalho seja mais espalhado na rede com ações pedagógicas, para que no futuro os alunos possam respeitar as diferenças e as particularidades um do outro”, acredita Rosário.



A unidade que mais constrói a identidade da cultura africana em sala de aula é a Escola Municipal Zumbi dos Palmares, no Conjunto Rosane Collor. Desde 1996 que os alunos participam de ações de valorização e afirmação das questões étnicas. “Somos a única escola onde até o aluno evangélico dança e se envolve com a cultura negra sem preconceito”, revelou a diretora da unidade Maria Edna Gonzaga.


Repercussão


Cada minuto



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Secretários discutem segurança nas escolas com Barenco

Foto: Mauro Fabiani


A situação de vulnerabilidade e violência contra escolas do município foi discutida, na manhã desta sexta-feira, na Delegacia Geral da Polícia Civil. Os secretários de Educação Thomaz Beltrão e Pedro Montenegro de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidania pediram providências ao delegado geral, Marcílio Barenco.

Diante das graves revelaçõs de que as unidades têm sido alvo de arrombamentos, roubos e invasões, Barenco revelou que irá pedir aos delegados dos casos que priorizem as investigações. "Iremos pedir prioridade para estes inquéritos, por conta da gravidade dos fatos relatados", garantiu Barenco.

O secretário Thomaz Beltrão enfatizou a importância de uma a parceria com a Polícia Civil já que estão sendo feitos investimentos nas unidades escolares. Entre o material que tem sido descolocado constam refrigeradores, geláguas e computadores. Além da presença diária de alimentos para a merenda, normalmente saqueados pelos invasores. "É fundamental que possamos dar uma resposta a esta questão porque aos poucos estamos fazendo os investimentos necessários", explicou Thomaz.

A situação de descontrole da segurança não acontece em todas as unidades. Os fatos normalmente são registrados em regiões já conhecidas pela polícia. Em geral os bairros que sofrem com o tráfico são os mais suscetíveis para as ocorrências policiais.

Como forma preventiva a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania criaram uma ronda. Com veículos cedidos pela Semed, integrantes da Guarda Municipal têm percorrido as áreas de maior risco. "A medida tem garantido bons resultados mas o importante é que estes casos não fiquem impunes. Afinal, a escola é um dos maiores bens da sociedade", destacou Montenegro.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Diretores conhecem lições essenciais sobre cooperativismo

Foto: Mauro Fabiani

O primeiro passo para o ensino do cooperativismo aos participantes do Programa Escola Aberta foi dado, na manhã de ontem, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/AL). Diretores das escolas municipais, que já propiciam cursos e oficinas nos finais de semana, se juntaram a coordenadores dos departamentos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e professores comunitários. O objetivo: conhecer as noções básicas que definem o sistema de cooperação.

Em 40 horas de curso eles aprenderão como profissionalizar a produção desenvolvida nas atividades das comunidades. Graças a força de trabalho e a criatividade dos oficineiros os pais de alguns alunos têm obtido renda com o que aprenderam na escola.

Essa realidade pode ser melhorada se os envolvidos conhecerem o potencial da doutrina da cooperação, aliado ao poder que ela agrega aos segmentos. Para a superintendente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Alagoas, Márcia Túlia Pessoa, a união de interesses pode transforma a realidade das famílias.

É o que também acredita a responsável pela articulação entre a Sescoop e a Semed, Regina Bispo que dirige o Departamento de Programas Especiais da secretaria. Confiante nos resultados que podem surgir da capacitação ela defende a ampliação das relações com o município. Por isso envolveu no curso integrantes dos departamentos de Arte e Cultura, além do Programa de Desenvolvimento Escolar (PDE). "Somente assim vamos garantir que a idéia se multiplique. Queremos é que esse aprendizado movimente as atividades que já acontecem no Escola Aberta", destacou Regina.

A construção do programa de formação será feita pelos próprios participantes. Segundo a coordenadora de Cooperativas do Sescoop, Marivá Pereira de Oliveira, deste modo os próprios participantes podem apontar suas principais demandas. Uma delas envolve o processo de gestão de uma cooperativa bem como sua inserção no mercado.

Atualmente o Sescoop já desenvolve o Cooperjovem no interior do Estado. O projeto envolve estudantes da rede pública que tem acesso ao ensino do cooperativismo. Por conta de sua didática e aplicação do projeto também pode beneficiar aos alunos das escolas que integram a Semed.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Escolas se empenham no combate a Dengue

Fotos: Mauro Fabiani

A luta contra o avanço da Dengue na periferia da capital conta com o apoio dos alunos das escolas da rede municipal. Orientados em sala de aula eles estão ampliando as informações sobre o combate aos focos do mosquito transmissor. Ontem, na exposição sobre o Dia D contra a doença, no Centro de Convenções, algumas escolas apresentaram como têm contribuído na conscientização para a prevenção de novos casos.

Contagiados pelos estímulos em sala de aula, as crianças expuseram com cartazes como têm aprendido a evitar o aparecimento dos mosquitos. As iniciativas vão desde a realização de campanhas pelas ruas das comunidades, até a apresentação de peças teatrais. Nas dramatizações os grupos mostram as situações de risco para o surgimento de focos da dengue. A fórmula é aplicada com sucesso na Escola Municipal Luiza Suruagy, no bairro do Ouro Preto.

No Centro Municipal de Educação Infantil São Sebastião, na comunidade São Sebastião, no bairro do Prado, o envolvimento com o tema existe desde 2005. Ano passado a ênfase do trabalho destacou o acondicionamento do lixo e o destino dos resíduos.

Outra iniciativa para o combate acontece na Escola Municipal Corintho da Paz, na Cidade Universitária. Os estudantes tem participado de discussões e a partir de agora aplicarão experiências para repelir a presença do mosquito. Uma delas será a utilização de limões e cravo que são repelentes naturais da presença dos insetos. A responsável pelo trabalho é a professora Silvana Rodrigues. Desde que se envolveu com a campanha ela tem pesquisado iniciativas criativas para ensinar aos estudantes.


A prova de que o trabalho tem repercussão foi demonstrado pelos alunos do 2º perído da Escola Municipal Elza Lira, no conjunto Selma Bandeira. Os estudantes do 2º período Harley Patrik, 4 anos, Carlos Henrique, 6 anos e Nicolas Yuri, 5 anos chamavam a atenção de quem passava. Com máscaras que lembravam mosquitos, eles explicavam por meio de desenhos como eliminar os criadouros dos mosquitos.

A professora Cláudia Couto confirmou que o trabalho desenvolvido consegue atingir os pais. Isso ocorre de modo espontâneo já que os alunos são estimulados a eles mesmos vigiarem se a família está se prevenindo. A diretora da escola, Carmen Lúcia Souza, lembrou que o tema Dengue já faz parte do projeto pedagógico e todos os professores os estimulam a se envolver no combate.