quarta-feira, 27 de março de 2013

Cerca de 500 vagas: matrículas seguem abertas para 15 escolas da rede

 Texto: Adriana Thiara Oliveira


A rede municipal de ensino ainda tem vagas a serem preenchidas, são 496 vagas remanescentes. Após levantamento realizado pela Comissão de Matrícula da Secretaria Municipal de Educação (Semed), 15 escolas ainda apresentam vagas a serem preenchidas.

De acordo com Kay Guimarães, coordenadora da Comissão de Matrículas, as vagas são em séries e turmas pontuais. “Após a ampla divulgação, muitas vagas já foram preenchidas. Entretanto, identificamos que há algumas escolas com 5 ou 6 vagas em séries ou turmas específicas, que precisam ser preenchidas”, ressalta a coordenadora.

Ainda segundo Kay, apenas a escola Octávio Brandão, está com sua capacidade total à disposição de novas matrículas, por está com calendário escolar diferenciado. Nessa escola as matrículas serão realizadas de 30 de abril a 03 de maio.

Para fazer a matrículas, pais ou responsáveis devem procurar as unidades escolares com cópia e original dos seguintes documentos do aluno: registro de nascimento; cartão de vacinação para criança até sete anos de idade; comprovante de residência; cartão do programa Bolsa Família, caso possua; duas fotos 3×4; documento original de comprovação de escolaridade (declaração e/ou histórico escolar).



Veja a lista de escolas, endereços e telefones:


  • Maria José Carrascosa – Rua Diegues Júnior, 224, Poço – 3315-5000
  • Claudinete Batista – Rua Ary Pitombo, 290, trapiche – 3315-3032
  • Monsenhor Luis Barbosa – Praça Afrânio Lages, Prado – 3315-4626
  • Francisco Melo – CAIC – Conj Virgem dos Pobres – 3315-4708
  • Nosso Lar I – Rua Prof. Mario Broad, 36, levada – 3315-1371
  • Ranilson França – Rua Prof. Mario Broad, 36, levada – 3315-1371
  • José Carneiro – Av. Bernadete Lopes, Farol – 3315-4644
  • Edécio Lopes – Rua Antônio Procópio, 994. Lot São Judas Tadeu, Pinheiro – 3315-4554
  • Eulina Alencar – Rua Coaracy Fonseca, Jacintinho – 3315-4616
  • Monsenhor Antonio Assunção Araújo – Lot Santa Terezinha, Qd A, Serraria – 3315-4738
  • Marilucia Macedo dos Santos – Rua Antonio Severino dos Santos, 20, Jacintinho – 3320-8271
  • Santo Antonio – Usina Cachoeira do Mirim, Benedito Bentes
  • Carmelita Gama- CAIC Ufal – Cidade Universitária – 3315-4659
  • Pedro Barbosa – Praça Pindorama, Cruz das Almas – 3315-5913
  • Octavio Brandão – Rua José Lobo de Medeiros, 374, Tabuleiro – 3315-1089


segunda-feira, 25 de março de 2013

Semed apresenta calendário de formação para educação infantil

Texto: Janaina Farias
Foto:s João Filho
Angelina Araújo, diretora do departamento de Educação Infantil.
O departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação(Semed) reuniu diretores e coordenadores na manhã desta sexta-feira(22) no auditório Paulo Freire, na Semed, para apresentar a nova estrutura de formação continuada para os educadores. A reunião teve como tema: parâmetro de qualidade e monitoramento.

Essa formatação, segundo a diretora do departamento de Educação Infantil, Angelina Araújo, vai trabalhar os parâmetros de qualidade para a educação infantil na rede municipal de ensino. “As orientações vão nortear os educadores de como deve ser a prática profissional no trato com as crianças de 0 a 5 anos”, argumenta.

Com a formação, o professor vai dimensionar, por exemplo o que é uma brincadeira com foco na aprendizagem, bem como propor e construir requisitos necessários que permitem o desenvolvimento de forma integral da criança até cinco anos de idade no que diz respeito as atividades pedagógicas voltadas para o desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social da criança.

Ainda de acordo com a diretora, Angelina Araújo a criação dos parâmetros de qualidade para a educação infantil é uma das metas do programa Cidade Educar -um projeto de Cooperação Técnica Desenvolvida entre o Ministério de Educação(MEC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Secretaria Municipal de Educação(Semed).

Dilza Avila da Rocha, diretora da Creche Herbert de Souza.
Durante a formação foram apresentadas aos educadores as proposições para 2013, como também as metas e a missão do departamento. Na oportunidade os educadores refletiram sobre os parâmetros nacionais de qualidade para a educação infantil, em seguida participaram em grupo da elaboração do plano de ação de cada escola produzidas por diretores e coordenadores.

Dentre o projeto de formação continuada o departamento criou um cronograma de formação a ser realizado durante o ano todo voltado para coordenadores, professores e auxiliares de sala. Nesse período será feito monitoramento contínuo das atividades propostas e avaliação dos resultados obtidos através da realização das ações.


CRONOGRAMA DE FORMAÇÃO DE COORDENADORES AUXILIARES E COORDENADORES


MÊS MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DE
DIA 22 26 24 14 26 23 27 25 22 19 E 20

OUT      NOV       DEZ
25           22          19 e 20


CRONOGRAMA DE FORMAÇÃO DOS COORDENADORES ANAS ESCOLAS


MÊS MAR ABRI MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
DIA 22 17 15 05 17 14 18 16 06 04


CRONOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO- Psicológico


MÊS MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
DIA 22 19 17 07 19 16 20 18 08 06

Secretária de Educação se reúne com diretores de escolas


Texto e Foto: Adriana Thiara Oliveira

Diretores das Regiões Administrativas 2 e 3, estiveram reunidos na última sexta-feira, 22, com a secretária de Educação de Maceió, Ana Dayse Dorea. O encontro faz parte da agenda de repasse com os gestores de unidades escolares, com o objetivo de sanar pendências, orientar sobre o andamento de processos e principalmente, sensibilizar sobre a importância da aplicação da Prova Brasil.


Para a Ana Dayse, momentos como este servem para alinhar com os diretores o que a Semed tem feito para auxiliar na atividade fim da Educação, que o aprendizado dos alunos.

Esta foi a segunda reunião com os diretores de escolas, já participaram dessa rodada de conversa os gestores da região administrativa 7.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Neder participa de atividade no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial


A Roda de Conversas foi organizada pelo Sindicato de Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e contou com a participação de profissionais do direito, saúde, jornalismo e movimentos sociais


Texto e foto de Adriana Cirqueira

 
 


A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Diversidade Étnico-Racial (Neder), Rosário de Fátima da Silva, participou na manhã de ontem (21), no auditório do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor), de um evento organizado pela Comissão de Mulheres do Sindjornal ainda como parte das atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher. A Roda de Conversas também marcou o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

Foram abordados temas como Assédio Moral contra as mulheres, Jornalismo Inclusivo e Discriminação racial contra a mulher negra, tendo como palestrantes, respectivamente, Viviane Galvão, Andrea Moreira e Ângela Brito, professoras universitárias. A Roda de Conversas reuniu além de jornalistas, diversas sindicalistas, professoras e ativistas de movimentos sociais.

Para a presidenta do Sindjornal, Valdice Gomes foi uma oportunidade de conhecer a realidade das mulheres e debater formas de promoção de uma mídia plural, inclusiva e isenta de discriminações e estereótipos de Gênero, raça e etnia. “Somos 64% das redações e no entanto a maioria de nós não tem engajamento nos movimentos sociais”, explicou a sindicalista.

Rosário de Fátima falou sobre a importância da inclusão das temáticas relacionadas a diversidade étnico-racial e religiosa tanto nas escolas quanto nas pautas dos jornais. Para ela a educação e a informação são pilares para a cidadania plena e as mulheres tem um papel importante neste processo. “Somos maioria em todos os espaços e ainda somos as mães da outra parte”, brincou a coordenadora.

O Neder foi criado em 2005 e tem seu trabalho reconhecido nos diversos segmentos da sociedade ligados à defesa dos direitos e à luta contra a discriminação religiosa e étnico-racial. No Dia Internacional da Mulher, Rosário foi agraciada com a comenda “Oju Jagun” - Os Olhos do Guerreiro – que tem por objetivo dar visibilidade a representantes da sociedade civil e autoridades que atuam contra a intolerância religiosa em Alagoas.

O ensino de história e cultura afro-brasileiras e indígenas é obrigatório nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, oficiais e particulares e o trabalho do Neder tem preparado escolas e professores para que a inclusão dessas temáticas sejam efetivadas. Maiores informações sobre o trabalho realizado pelo núcleo podem ser obtidas pelo telefone 3315 4731.



O Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial

Em 1976, a ONU escolheu o dia 21 de março como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, para lembrar os 60 negros mortos e as centenas de feridos na cidade de Shapeville, África do Sul, em 1960. Estas pessoas foram vítimas da intransigência e do preconceito racial quando pacificamente realizavam uma manifestação de protesto contra o uso de “passes” para os negros poderem circular nas chamadas áreas “brancas” da cidade.

terça-feira, 19 de março de 2013

Alunos EJA: retomando os estudos e escrevendo um novo futuro

A história de sucesso de um casal da terceira idade que foi aluno EJA e chegou à faculdade; um exemplo de vida a se seguido por muitos jovens que buscam dar continuidade aos estudos.

 Texto e Fotos: Janaína Farias 
Maria Ferreira dos Santos, 62 anos
e Maurício Ferreira dos Santos, 66 anos, ex- alunos de EJA, com sua bisneta, Eduarda Roberta Ferreira, também aluna da escola.
O que parecia impossível para um casal de mais de 60 anos de idade se tornou realidade. O sonho de entrar numa faculdade não só resgatou sua autoestima como renovou todos seus objetivos, temporariamente adormecido, ou melhor, adiado. O futuro então bateu na porta e o sonho estava começando a se realizar: Maria Ferreira dos Santos de 62 anos e Maurício Ferreira dos Santos de 66 anos, ex- alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Nise da Silveira, situada no Conjunto Antares, - depois de passar por várias dificuldades e desafios, e enfrentar inúmeras barreiras, pais de 3 filhos, 7 netos e 2 bisnetos, hoje universitários- frequentadores do curso Agente Social, da Faculdade da Cidade de Maceió (Facima)-conseguiram superar as dificuldades sociais como o trabalho e a falta de condições financeira que levam milhares de jovens a abandonar os estudos no tempo regular todos os anos.

Do analfabetismo a um curso superior

 A força de vontade do casal extrapolou a sala de aula- aprender a ler e escrever, o que já estavam acima da expectativa - quiçá conseguir cursar um curso superior, refazer os planos, ter uma profissão, conseguir um trabalho. Entretanto nada foi fácil, por muitas vezes pensaram até em desistir. Mesmo sem condições de assistirem as aulas por conta de uma roupa ou até mesmo de um calçado não abalou o desejo de continuar. “Pensei parar na 4ª série, não tínhamos condições de ir à escola e ainda tínhamos que enfrentar outra situação, pois a escola que estudávamos não dava continuidade a EJA, mas me veio uma força interior e o apoio dos amigos, e da direção, então continuei”, justifica Maria Ferreira.

Como na época, a escola Nise da Silveira não oferecia a II fase da EJA o casal tive que procurar outra escola, onde pudesse continuar o fundamental. Com isso bateu a insegurança de ter que começar tudo de novo, como conta Maurício Ferreira. “Sentia medo de chegar à outra escola e principalmente de não se adaptar com a turma. Até por que fomos parar numa turma de jovens e a adaptação era imprescindível para continuar os estudos”.

O exemplo

A conclusão do ensino fundamental foi em outra escola. Com essa mudança o senhor Maurício Ferreira e a dona de casa Maria Ferreira por uma surpresa do destino passou a frequentar a mesma sala de aula que seus netos, quando se deparou com a desmotivação e a falta de estímulo mais uma vez, “era uma fase muito difícil, com muita dificuldade. Pensávamos em parar, assim como meus netos, mas não podíamos demonstrar fraqueza e nem tampouco desistir dos nossos objetivos”, frisa Maurício. 

Seguros do que queriam e aonde chegar, incentivaram seus netos a não parar, anos se passaram e juntos com eles concluíram o fundamental e o médio. “Se eu tivesse desistido tinha me arrependido. Pelo que sei hoje e pelo conhecimento que tenho não penso em parar nunca mais. Sinto-me muito feliz, não tem coisa melhor do que está numa sala de aula. Fomos exemplos também para nossos netos” desabafa o universitário.

Desenhando um novo futuro

Com várias lições e uma vasta experiência de vida o estudante do curso de agente social, recomenda as pessoas que pararam por um motivo ou outro, procurar retornar os estudos, considerando ele o que há de melhor na vida para crescer. Com planos de trabalhar na área e ser um profissional aos 66 anos de idade, Maurício Ferreira quer mais. Como educador pensa em ajudar ao próximo e levar conhecimento para as pessoas. Para ele, o estudo da EJA, abre os olhos dos alunos e o incentiva a enxergar cada vez mais longe. 

Mesmo sendo o único homem da turma da faculdade, Maurício Ferreira não vê problema, não fica tímido nem muito menos envergonhado, segundo ele, isso não impede diante de tudo que já passou, de realizar seu grande sonho que é ter um diploma de um curso superior.

Estudante trabalhador

Segundo dados do censo 2012 existe em Maceió cerca de 165.992 analfabetos acima de 15 anos. O aluno EJA é um estudante trabalhador que precisar de uma atividade remunerada para compor a receita mensal da família, sendo esse um dos motivos que muitos alunos abandonam o ensino fundamental antes de concluí-lo. Foi o que aconteceu com a estudante Nazilde Paulino da Silva que só voltou a estudar esse ano, com 50 anos de idade. Nazilde não quer ser mais uma a engrossar as estatísticas dos números de analfabetos na capital. Ela quer ser servidora pública e sabe que para isso será preciso muita dedicação aos estudos. “Quero ter um futuro melhor” afirma ela. 

Como Nazilda morava no interior e a distância entre a escola e sua casa a impedia de frequentar uma sala de aula, o tempo foi passando e a idade aumentando aos 13 anos começou a trabalhar como empregada doméstica atividade que ocupa até hoje. Com os filhos criados e um empurrão da patroa Nazilde finalmente retornou aos estudos. Ela atualmente está no 2º ano do 1º seguimento e a tendência é avançar. Nazilde conta que seus três filhos concluíram os estudos e por conta dessa evolução eles também passaram a cobrar mais dela. “diferente deles precisei trabalhar, voltei a estudar pela minha independência. Me incomodava muito quando eu queria pegar um ônibus e tinha que contar com a ajuda das pessoas. Não queria incomodar ninguém. Hoje posso dizer que estou conseguindo resgatar minha cidadania”, destaca.

Relatos do estudante de EJA: desmotivação, distância da escola, evasão e trabalho


Quase sempre entre os motivos que levam o estudante a abonadona o estudo ainda jovem tem um fator social como carro-chefe da história. Ademário da Silva de 47 anos é um desses exemplos. Devido a distância de sua casa da escola só começou a estudar aos 9 anos. Entre idas e vindas não conseguiu prosseguir nos estudos, entrava na escola e logo saía. Foi assim durante muito tempo, desmotivado não se identificava com alguns projetos do governo brasileiro na época como o Movimento Brasileiro de Alfabetização- o conhecido Mobral. O tempo foi passando e o trabalho foi priorizado. Há mais de 20 anos sem estudar Ademário finalmente procurou a EJA e fixou um objetivo “Quero crescer e melhorar minha situação financeira”, assegura ele. Quando mais novo queria se formar em medicina, agora com outros projetos de vida quer ser empresário. Com muitos sonhos a realizar, o retorno aos estudos lhe permite projetar um futuro melhor “quero trabalhar pra mim mesmo, fazer cursos, chegar ao máximo”, afirma o estudante.


A escola contribuindo na valorização da autoestima dos jovens e adultos

Arlete Domingues, diretora da escola Nise da Silveira, explica que o aluno EJA é um estudante que já tem conhecimento adquiridos e experiência de vida. Ela informa que muitas pessoas procuram a EJA como uma forma de se alfabetizar, já que no passado por um motivo ou outro não teve a oportunidade de estudar ou tiveram que abandonar a escola. E uma das formas de garantir a motivação e a permanência deles, segundo Arlete, é avaliação que é feita todo início de ano. De acordo com a diretora essa metodologia abordada beneficia o aluno em pular etapas, dependendo do nível em que se encontram. 

Para ela é um prazer enorme enquanto educador presenciar o sucesso do aluno adulto. “os professores da EJA trabalham a valorização da autoestima dos alunos e quando conseguimos deixar ele capaz, isso é muito satisfatório, ficamos altamente compensados. É um troféu quando vemos um sucesso desses como o da Maria Ferreira e Maurício Ferreira. Saber que a gente foi fundamental para a permanência e a continuidade deles na escola, não tem explicação, é muito forte”, comenta Arlete bastante emocionada. 

Arlete salienta que a coordenadora de EJA, Auta Apratto, tem sido fundamental na Educação de Jovens e Adultos nessa escola. “Alta tem feito um trabalho importante e significativo na contribuição da alfabetização dos jovens e adultos. Nessa fase da vida eles precisam ser incentivados e motivados e isso tem sido primordial para a permanência deles na sala de aula”, assegura.


A Coordenadora e professora, Auta Apratto, relata sua rica experiência com os alunos de EJA  "Trabalhar com alunos de EJA possibilita ao educador uma rica experiência de vida e cita exemplos como motivação, elevação da autoestima, busca de aprendizagem significativa voltada para o exercício da cidadania”, frisa.  Segundo ela torna-se imprescindível o desenvolvimento de aulas e atividades que despertem o interesse real dos alunos uma vez  que já possuem experiências de vida e precisam ocupar um lugar ou manter-se ativo.

Semed e TJ planejam semana de combate à violência sexual

Texto: Janaína Farias
Foto: João Filho

Articular ações para a realização da Semana Estadual de Combate a Violência Sexual. É com essa proposta que o Centro de Atenção Integrada à Criança e adolescente (Caica), o Núcleo da Diversidade Sexual nas Escolas (Nudise), o departamento de Programas Especiais e autoridades do Tribunal de justiça de Alagoas (TJ) se reuniram, na manhã desta segunda feira, (18) às 9h, no auditório deste tribunal. O objetivo é realizar uma campanha de esclarecimento sobre violência sexual nas escolas da rede municipal.

Participaram da reunião, diretores, coordenadores e assistentes sociais de 20 escolas que se encontram em situação de risco social. A juíza Presidente da Autoridade Central Estadual, Fátima Pirauá e o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cláudio Soriano também participaram da reunião que discutiu ações de prevenção de violência desta natureza, ato que acontece normalmente dentro ou fora da família da vítima.

De acordo com a coordenadora do Caica, Ticyane Bentes, essa é a segunda reunião que objetiva pensar ações articuladas voltadas para a preparação do evento nas escolas da rede. A coordenadora justifica que o ponta pé inicial foi do tribunal de justiça que busca promover ações visando a conscientização e orientação da comunidade escolar sobre o assunto. Para isso, dentro da programação da semana serão realizadas várias atividades como distribuição de panfletos sobre violência sexual, visitas às escolas, palestras e outras ações.

Ticyani explica que o educador e a própria escola tem responsabilidade na proteção da criança e do adolescente. “É essencial o educador ter conhecimento sobre o tema. Ter a sensibilidade para identificar, por exemplo, uma criança vítima dessa violência. Ciente do problema eles são orientados como denunciar e onde fazer a denuncia, bem como prevenir os abusos a meninos e meninas”, salienta Ticyane reforçando a responsabilidade do educador.

Dalva Costa, técnica pedagógica do Nudise, explicou que o núcleo e o Caica tem feito um trabalho em conjunto voltado para a formação dos professores, nesta temática. Ela cita como exemplo o projeto de formação para professores: “educação para a sexualidade, igualdade das relações de gênero e diversidade” como um elemento fundamental para qualificá-los quanto o seu potencial de enxergar alteração de comportamentos nas crianças no ambiente escolar.

Temos ido as escolas e se inserido nas ações de outros departamentos. Durante a formação trabalhamos assuntos atuais como a sexualidade infantil, abuso sexual, pedofilia entre outros. Orientamos, instruímos, e sensibilizamos os educadores quanto ao comportamento de crianças com essas características”, diz a técnica.


ESCOLAS

Escolas onde será realizada a Semana Estadual de Combate à Violência Sexual: Orlando Araújo, creche Mestre izaldino, Rui Palmeira, Higino Belo, Major Bonifácio, Baltazar de Mendonça, Kátia Assunção, Dom Helder, Petrônio Viana, Jaime de Altavila, Hévia Valéria, Zumbi dos Palmares, Sagrado Coração de Jesus, Tobias Granja, Jarede de Viana, Walter Pitombo, Maria José Carrascosa, Claudinete Batista, Ranilson França, Creche escola Lyons, José Haroldo da Costa.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Prefeito Rui Palmeira lança projeto Viva Vôlei em Maceió

Foto: Mauro Fabiani

Participaram do lançamento os secretários Ana Dayse Dórea (Educação) Pedro Vilela (Esporte), o prefeito Rui Palmeira, o vice-prefeito Marcelo Palmeira,
além do
campeão olímpico Carlão, padrinho do 1º núcleo Viva Vôlei em Maceió.

Maceió é sede do 9º núcleo do projeto Viva Vôlei, programa social da Confederação Brasileira de Voleibol, em parceria com o Banco do Brasil, que conta com o apoio da Prefeitura de Maceió, por meio das secretarias municipais de Educação e Esporte e Lazer. O evento oficial de abertura aconteceu neste sábado no Ginásio Tenente Madalena, no bairro da Cambona.

Durante o lançamento do projeto, o prefeito Rui Palmeira destacou a importância de iniciativas deste tipo na formação de crianças e jovens das escolas públicas municipais. “Esta é mais uma ação de esporte que está dentro do nosso objetivo de buscar a educação em tempo integral. Temos o ‘Mais Educação’, o ‘Segundo Tempo’, e agora o ‘Viva Vôlei’. Quem ganha com tudo isso são as crianças”, destacou o prefeito Rui Palmeira.

O padrinho do primeiro núcleo Viva Vôlei em Maceió é o campeão olímpico Carlão. O ex-jogador admitiu que o Nordeste traz ótimas lembranças de sua carreira. “Eu comecei a jogar voleibol no Nordeste e minha primeira convocação para a seleção brasileira juvenil foi em Maceió. Eu gosto muito de trabalhar com a garotada. Acho fantástico poder iniciá-las no esporte, seja ele qual for. É sempre muito importante fazer parte de um evento como esse”, disse Carlão.

Implantado em 1999 pelo presidente da CBV, Ary Graça, o Programa Viva Vôlei tem como objetivo utilizar o esporte para sociabilizar crianças de 7 a 14 anos. Além de ter a chancela da Unesco desde 2003, o Viva Vôlei recebeu a aprovação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA). Atualmente, existem 67 núcleos ativos espalhados por oito estados brasileiros. Em Maceió serão 192 crianças contempladas, atuando no contra-turno escolar por duas vezes na semana.

Participaram da solenidade de abertura o prefeito Rui Palmeira, o vice-prefeito Marcelo Palmeira, os secretários Pedro Vilela (Esporte), Ana Dayse Dórea (Educação) e Roberto Fernandes (Infra-estrutura), o presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça, o presidente em exercício da CBV, Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, o presidente da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV), Rafael Lloreda e representantes do Banco do Brasil.

Durante esta semana aconteceu a capacitação com os professores da rede pública de ensino com o professor Maurício Barros, instrutor da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). “O esporte como meio de inclusão social traz grandes resultados. Temos que ocupar nossas crianças com atividades de esporte e lazer. Foi uma grande parceria entre a prefeitura de Maceió e o Banco do Brasil. Temos grandes sonhos. E eles estão acontecendo”, ressaltou o secretário Pedro Vilela.

“Estive em Brasília buscando parcerias para Maceió e o Viva Vôlei é um dos frutos desse trabalho. Agora vamos atuar na extensão do programa. Agradeço aos líderes comunitários que prestigiaram”, disse a secretária Ana Dayse.

Helena Tauane, 9 anos, aluna da escola Municipal Padre Brandão Lima, está empolgada com o lançamento do projeto. “Sempre assisti o vôlei na televisão e sou grande fã. Agora tenho a chance de aprender e jogar. Sem contar que quero conhecer no futuro os grande jogadores”, disse.
  
Fonte: Ascom Semel/ Semed

sexta-feira, 15 de março de 2013

Troféu Mulher Valorosa homenageia secretárias Cláudia Pessôa e Ana Dayse

Foto: Adriana Cirqueira

Ana Dayse, secretária de Educação


Mulheres empreendedoras, gestoras, solidárias, com atuação nas artes, na literatura, na educação, e que contribuem para o desenvolvimento do Estado de Alagoas foram homenageadas, na noite da última terça feira (12), com o troféu Mulher Valorosa do Brasil 2013 pela Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro.

Foram sete mulheres homenageadas, entre elas, as secretarias de turismo, Cláudia Pessôa e de Educação, Ana Dayse Dórea. A secretaria de turismo, Claudia Pessôa, em nome das homenageadas agradeceu à Academia pelo reconhecimento e valorização das mulheres que se destacam pela atividade que desenvolvem em Alagoas.

“Selma Brito (presidente da entidade) é uma mulher que tenho muito apreço, uma mulher dedicada à cultura em Alagoas. Este prêmio é um reconhecimento do nosso trabalho, e a maior virtude das mulheres é o amor e a paixão na arte, na musica, na arquitetura, na literatura, por Maceió, que nos torna valorosas. Agradeço a Academia pelo prêmio e compartilho com a gestão do prefeito Rui Palmeira”, disse Claudia Pessôa.

Já a secretária de Educação, Ana Dayse, que estava em Brasília, foi representada pela diretora de ensino, Sônia Moraes, que considerou o troféu uma justa homenagem às mulheres que trabalham pelo desenvolvimento do Estado em diversos segmentos da sociedade.

“Ana Dayse é uma mulher sensível, empreendedora e comprometida com a educação. Como secretária de Educação, na gestão do prefeito Rui Palmeira, Ana Dayse irá reerguer a educação de Maceió. E todas as homenageadas estão de parabéns porque são mulheres de valor”, afirmou Sônia Moraes.
Também receberam troféu Mulher Valorosa do Brasil 2013, as alagoanas Zélia Maia Nobre (arquitetura), Sheila Maluf (cultura e educação), Marisa Nogueira Gatto (escritora e empresária), Nenita Madeiro (escritora) e Lourdes Costa (filantropia).

Para a pianista e presidente da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro, Selma Brito, o troféu é um reconhecimento do trabalho das mulheres que engrandecem Alagoas.


Fonte: www.maceio.al.gov.br
Texto: Nide Lins – Assessoria Semptur

quinta-feira, 14 de março de 2013

Educadores físicos são capacitados no programa Viva Vôlei para atender alunos da Semed

Texto: Delane Barros
Foto: Adriana Cirqueira

Elaine Paccola, diretora do deptº de Ed.Física
da Semed,
p
rofessor Maurício Barros,
instrutor da Confederação Brasileira de Voleibol
 

e a diretora da Semel, Fátima Pinto
Pelo menos 192 alunos da rede municipal de ensino serão atendidos pelo projeto Viva Vôlei, que será lançado em Maceió, no próximo sábado (16). Para a implantação da nova modalidade esportiva, a Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), realizam capacitação com os professores da rede pública de ensino. O trabalho de preparação segue até o final desta quinta-feira (14), com o professor Maurício Barros, instrutor da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

O projeto Viva Vôlei, totalmente financiado pelo Banco do Brasil, deverá proporcionar o atendimento às comunidades do entorno das escolas. A modalidade traz algumas diferenças do vôlei tradicional. No Viva Vôlei, as equipes são formadas por equipes de 3 atletas e as noções do esporte são transmitidas de forma lúdica, propiciando o envolvimento de todos.

“Fizemos a capacitação com 20 professores, que estarão aptos a realizar um trabalho imensurável de se avaliar, porque as aulas são realizadas no contra-turno escolar. Com isso, a criançada é retirada das ruas, tem contato com profissionais qualificados, incentiva a prática da atividade física, condição que leva a concentração. Enfim, são muitos os benefícios para quem participa”, garante o instrutor da CBV, Maurício Barros.

A diretora do departamento de Educação Física da Semed, Elaine Paccola, acrescenta que o programa, que terá duração de um ano, permite identificar talentos das quadras. “Essa modalidade está se tornando frequente em vários locais por se adaptar à capacidade das crianças. O vôlei tradicional não permite que os alunos obedeçam a todos os comandos”, considera Elaine.
 A diretora da Semel, Fátima Pinto, informa que, inicialmente, o programa atenderá a oito turmas, com 24 alunos, cada, na faixa etária dos 7 aos 14 anos. “O programa será lançado em meio a um evento nacional do vôlei, o Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, que contará com a presença de representantes do patrocinador do programa, que é o Banco do Brasil, além de autoridades ligadas ao esporte, como o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), o alagoano Toroca, além de atletas conhecidos do grande público como o bicampeão e jogador de vôlei Maurício”, resume a diretora.

O Programa Viva Vôlei será lançado no sábado (16), no ginásio Tenente Madalena, na Cambona.