quarta-feira, 14 de abril de 2010

Semed forma multiplicadores em DST/AIDS

Foto Marcos Rodrigues


Formar multiplicadores para atuar nas escolas da rede municipal. É o que tem garantido a parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Na manhã desta quarta-feira (14) professores comunitários e assistentes sociais iniciaram uma formação de 40h com o objetivo de conhecer a didádita e ensinar os estudantes a se prevenirem de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS.

A orientação das discussões foi feita pelo psicólogo da SMS, Fábio Mota que apresentou o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, na sede da Sociedade de Medicina. No conteúdo a abordagem incluiu informações sobre saúde sexual reprodutiva e os cuidados para se evitar a gravidez na adolescênia.

"Além da temática central também abordamos a questão das drogas porque elas também são fatores de risco já que os usuários, no processo de perda da consciência se descuidam e não se previnem", acrescentou Fábio.

Os encontro com os educadores têm tido boa repercussão nas unidades. Segundo Fábio a experiência indica bons resultados, já que estão sendo formados multiplicadores de conhecimento. Isso se deve ao acompanhamento feito pelo Grupo Gestor do programa que tem a responsabilidade de adaptar seu conteúdo de acordo com as necessidades dos multiplicadores.

O público alvo, neste momento, envolveu professores comunitários do Programa Mais Educação que conta com recursos do Governo Federal. Sua coordenedadora, a técnica pedagógica, Edleuza Maciel Brandão, destacou a importância do envolvimento da comunidade escolar com o tema. Para ela os resultados serão sigficativos se, em todas as áreas do ensino, como abordagens transversais ao conteúdo, os professores discutirem o problema.

Durante o encontro os participantes puderam trocar experiências sobre os avanços e dificuldades em abordar questões relacionadas a sexualidade. O maior entrave ainda é o tabu que cerca as discussões. Mas aos poucos os multiplicadores tem garantido maior assimilação e a participação da comunidade que reconhece no conteúdo a importância para a saúde de todos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Semed apresenta Plano Nacional para ensino da cultura negra

Fotos Adriana Cirqueira

Verônica apresentou detalhes do plano a diretores e coordenadores

Formar alunos conscientes sobre a importância da convivência com a diversidade cultural, racial e sexual. É o que pretende a Secretaria Municipal de Educação (Semed) nas escolas que integram a rede municipal. Nesta terça-feira (13), aconteceu o Seminário sobre o Plano Nacional da Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Ético-Raciais. O evento foi realizado no auditório Paulo Freire, na Semed, e reuniu professores e coordenadores.



O documento apresentado aponta os caminhos para se aprimorar e ampliar o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em sala de aula. A apresentação da proposta, resultado de debates e discussões em nível nacional, foi feita pela assessora técnica da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Verônica Maia.



Durante sua palestra Verônica destacou a importância do plano e os desafios para a sua implementação. Como exemplo citou que no Brasil, ainda hoje, há discriminação até quando a pessoa morta é de cor negra. O mesmo problema se identifica quando a Justiça aplica suas sentenças. “Muitas vezes o mesmo crime, quando praticado por um negro costuma ter a pena mais severa”, destacou Verônica.



Na Semed, a temática é articulada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Diversidade Étinico-Racial (Neder). O setor tem promovido encontros e gerido a formação continuada de professores. Segundo sua coordenadora, Rosário de Fátima, o próximo passo será fazer o plano vigorar dentro das escolas. “Acreditamos na perspectiva de que esse trabalho seja mais espalhado na rede com ações pedagógicas, para que no futuro os alunos possam respeitar as diferenças e as particularidades um do outro”, acredita Rosário.



A unidade que mais constrói a identidade da cultura africana em sala de aula é a Escola Municipal Zumbi dos Palmares, no Conjunto Rosane Collor. Desde 1996 que os alunos participam de ações de valorização e afirmação das questões étnicas. “Somos a única escola onde até o aluno evangélico dança e se envolve com a cultura negra sem preconceito”, revelou a diretora da unidade Maria Edna Gonzaga.


Repercussão


Cada minuto



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Secretários discutem segurança nas escolas com Barenco

Foto: Mauro Fabiani


A situação de vulnerabilidade e violência contra escolas do município foi discutida, na manhã desta sexta-feira, na Delegacia Geral da Polícia Civil. Os secretários de Educação Thomaz Beltrão e Pedro Montenegro de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidania pediram providências ao delegado geral, Marcílio Barenco.

Diante das graves revelaçõs de que as unidades têm sido alvo de arrombamentos, roubos e invasões, Barenco revelou que irá pedir aos delegados dos casos que priorizem as investigações. "Iremos pedir prioridade para estes inquéritos, por conta da gravidade dos fatos relatados", garantiu Barenco.

O secretário Thomaz Beltrão enfatizou a importância de uma a parceria com a Polícia Civil já que estão sendo feitos investimentos nas unidades escolares. Entre o material que tem sido descolocado constam refrigeradores, geláguas e computadores. Além da presença diária de alimentos para a merenda, normalmente saqueados pelos invasores. "É fundamental que possamos dar uma resposta a esta questão porque aos poucos estamos fazendo os investimentos necessários", explicou Thomaz.

A situação de descontrole da segurança não acontece em todas as unidades. Os fatos normalmente são registrados em regiões já conhecidas pela polícia. Em geral os bairros que sofrem com o tráfico são os mais suscetíveis para as ocorrências policiais.

Como forma preventiva a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania criaram uma ronda. Com veículos cedidos pela Semed, integrantes da Guarda Municipal têm percorrido as áreas de maior risco. "A medida tem garantido bons resultados mas o importante é que estes casos não fiquem impunes. Afinal, a escola é um dos maiores bens da sociedade", destacou Montenegro.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Diretores conhecem lições essenciais sobre cooperativismo

Foto: Mauro Fabiani

O primeiro passo para o ensino do cooperativismo aos participantes do Programa Escola Aberta foi dado, na manhã de ontem, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/AL). Diretores das escolas municipais, que já propiciam cursos e oficinas nos finais de semana, se juntaram a coordenadores dos departamentos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e professores comunitários. O objetivo: conhecer as noções básicas que definem o sistema de cooperação.

Em 40 horas de curso eles aprenderão como profissionalizar a produção desenvolvida nas atividades das comunidades. Graças a força de trabalho e a criatividade dos oficineiros os pais de alguns alunos têm obtido renda com o que aprenderam na escola.

Essa realidade pode ser melhorada se os envolvidos conhecerem o potencial da doutrina da cooperação, aliado ao poder que ela agrega aos segmentos. Para a superintendente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Alagoas, Márcia Túlia Pessoa, a união de interesses pode transforma a realidade das famílias.

É o que também acredita a responsável pela articulação entre a Sescoop e a Semed, Regina Bispo que dirige o Departamento de Programas Especiais da secretaria. Confiante nos resultados que podem surgir da capacitação ela defende a ampliação das relações com o município. Por isso envolveu no curso integrantes dos departamentos de Arte e Cultura, além do Programa de Desenvolvimento Escolar (PDE). "Somente assim vamos garantir que a idéia se multiplique. Queremos é que esse aprendizado movimente as atividades que já acontecem no Escola Aberta", destacou Regina.

A construção do programa de formação será feita pelos próprios participantes. Segundo a coordenadora de Cooperativas do Sescoop, Marivá Pereira de Oliveira, deste modo os próprios participantes podem apontar suas principais demandas. Uma delas envolve o processo de gestão de uma cooperativa bem como sua inserção no mercado.

Atualmente o Sescoop já desenvolve o Cooperjovem no interior do Estado. O projeto envolve estudantes da rede pública que tem acesso ao ensino do cooperativismo. Por conta de sua didática e aplicação do projeto também pode beneficiar aos alunos das escolas que integram a Semed.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Escolas se empenham no combate a Dengue

Fotos: Mauro Fabiani

A luta contra o avanço da Dengue na periferia da capital conta com o apoio dos alunos das escolas da rede municipal. Orientados em sala de aula eles estão ampliando as informações sobre o combate aos focos do mosquito transmissor. Ontem, na exposição sobre o Dia D contra a doença, no Centro de Convenções, algumas escolas apresentaram como têm contribuído na conscientização para a prevenção de novos casos.

Contagiados pelos estímulos em sala de aula, as crianças expuseram com cartazes como têm aprendido a evitar o aparecimento dos mosquitos. As iniciativas vão desde a realização de campanhas pelas ruas das comunidades, até a apresentação de peças teatrais. Nas dramatizações os grupos mostram as situações de risco para o surgimento de focos da dengue. A fórmula é aplicada com sucesso na Escola Municipal Luiza Suruagy, no bairro do Ouro Preto.

No Centro Municipal de Educação Infantil São Sebastião, na comunidade São Sebastião, no bairro do Prado, o envolvimento com o tema existe desde 2005. Ano passado a ênfase do trabalho destacou o acondicionamento do lixo e o destino dos resíduos.

Outra iniciativa para o combate acontece na Escola Municipal Corintho da Paz, na Cidade Universitária. Os estudantes tem participado de discussões e a partir de agora aplicarão experiências para repelir a presença do mosquito. Uma delas será a utilização de limões e cravo que são repelentes naturais da presença dos insetos. A responsável pelo trabalho é a professora Silvana Rodrigues. Desde que se envolveu com a campanha ela tem pesquisado iniciativas criativas para ensinar aos estudantes.


A prova de que o trabalho tem repercussão foi demonstrado pelos alunos do 2º perído da Escola Municipal Elza Lira, no conjunto Selma Bandeira. Os estudantes do 2º período Harley Patrik, 4 anos, Carlos Henrique, 6 anos e Nicolas Yuri, 5 anos chamavam a atenção de quem passava. Com máscaras que lembravam mosquitos, eles explicavam por meio de desenhos como eliminar os criadouros dos mosquitos.

A professora Cláudia Couto confirmou que o trabalho desenvolvido consegue atingir os pais. Isso ocorre de modo espontâneo já que os alunos são estimulados a eles mesmos vigiarem se a família está se prevenindo. A diretora da escola, Carmen Lúcia Souza, lembrou que o tema Dengue já faz parte do projeto pedagógico e todos os professores os estimulam a se envolver no combate.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Semed apresenta proposta de Ensino Fundamental de 9 anos

Durante o evento, profissionais da educação tiraram dúvidas sobre o ensino de nove anos

Fotos: João Filho


A proposta do Ensino Fundamental de 9 anos foi apresentada nesta segunda feira, 05, à educadores de 41 escolas municipais, na Secretaria Estadual de Educação(SEE). Essas unidades escolares foram priorizadas por que implantaram o ensino de 9 anos no início de 2010,dando origem a matriculas de alunos de 6 anos no Ensino Fundamental.


Diretores, coordenadores, secretário escolar e professores foram instruídos quanto às orientações pedagógicas norteadas pela proposta de educação infantil e matrizes curriculares. Temas como parâmetros legais do ensino, nomenclatura, pautas avaliativas, organização das turmas e formações foram abordados na ocasião.


Durante a reunião as técnicas do Departamento de Educação Infantil da Semed, Graça Gomes e Benúbia Correia explicaram passo a passo as medidas pedagógicas a serem seguidas pelos os educadores para a implementação do ensino de 9 anos.


Umas das recomendações da proposta estabelece que os professores não transfira para as crianças de 6 anos os conteúdos da tradicional 1ª série, por exemplo. Outra questão também se refere à organização quanto ao Projeto Político Pedagógico (PPP). “Ele deve ser revisto anualmente” afirma Graça Gomes.



Na ocasião as técnicas chamaram atenção para a utilização da nomenclatura, “O que é conhecido como série passa a ser ano”. Esclarece a pedagoga, Graça Gomes, que reforçou ainda a importância das pautas avaliativas no ensino fundamental de 9 anos. “A pauta de avaliação é um elemento importantíssimo que analisa, sobretudo, o aproveitamento do aluno”, conclui.


A pauta de avaliação se refere a uma ficha de acompanhamento individual que é realizada a cada semestre. Cada professor recebe a pauta de acordo com o ano que leciona. “Iremos fazer acompanhamento às escolas para explicar como utilizar as pautas avaliativas”, enfatiza Graça.


As visitas, segundo informou a pedagoga, deverão acontecer na segunda semana de abril. Ela esclarece ainda que nos meses de fevereiro e março foi feito a revisão das pautas de avaliação já existentes e construção das pautas de avaliação do 4ª e 5ª ano.


O secretario escolar e o professor ficará responsável pelo preenchimento dos instrumentos de registro do processo avaliativo. Por exemplo: é de responsabilidade do professor o diário de classe, as pautas avaliativas e do secretario escolar, o histórico, a ata de resultados e outros. Para 2010 as técnicas anunciam formação, do 1ª ao 5ª ano e do 6ª ao 9ªano.

Diretores de escolas municipais avaliam aplicação do PDE

Foto: Mauro Fabiani


Diretores e técnicos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) estão reunidos no Centro de Formação (Cefor), localizado no Centro de Educação e Pesquisas Aplicadas (Cepa), para avaliar e atualizar dados sobre a execução do Plano de Desenvolvimento Escolar (PDE). Atualmente 58 escolas municipais colocaram em prática ações que visam melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem baseadas no plano.

A meta é ampliar a aplicação do plano para outras unidades e aperfeiçoar o que já foi desenvolvido nas que o implantaram. O encontro, que conta com diretores do 1º ao 5º ano, termina hoje e deve apontar as estratégias que garantam melhorias na educação básica.

O evento foi articulado pelo Comitê Estratégico do PDE/Escola. As discussões temáticas estão sendo encaminhadas pelas professoras Marinalva Oliveira, Joseneida Fernandes e Rosário Barbosa. Desde o início da implantação do PDE elas foram contratadas pelo Ministério da Educação (MEC) e por isso conhecem toda a sua realidade. Elas também trabalham para articular o PDE, o Plano de Ações Articuladas - que envolve a aplicação de recursos- e a proposta pedagógica das escolas.

É a partir dessa união de esforços que o MEC espera melhorar os índices de repetência, evasão e aprendizagem. Por meio da Provinha Brasil e de uma outra avaliação, específica para medir a quantidade de quem abandona ou repete o ano letivo, são feitos os cálculos que compõem o Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Segundo os levantamentos do Comitê Estratégico do PDE, no município há escolas que já atingiram a média 4.4 (avaliação 2007), enquanto a apontada pelo MEC é de 6.0. Na prática isso significa que o trabalho desenvolvido tem garantido resultados importantes e que podem ser melhorados. Diante dos números o próprio ministério faz projeções para essa elevação.

Entretanto o esforço para que isso ocorra depende, além do envolvimento dos profissionais, da estrutura oferecida pela secretaria e a participação dos pais nos Conselhos Escolares. O acompanhamento deve ocorrer através das reuniões e visitas permanentes as escolas e, também, de forma on-line já que no site do MEC constam o que cada unidade está se propondo a aplicar. Até maio deste ano o PDE das escolas municipais que já fazem sua aplicação deve estar a disposição para consulta.


Repercussão

Portal de Maceió