terça-feira, 25 de maio de 2010

Seminário Nacional de Educação integral


O III Encontro Nacional dos Coordenadores do Programa Mais Educação, aconteceu nos dias 18 a 21 de Maio de 2010, em Brasília. A Secretaria Municipal da Educação (Semed) esteve presente no evento, representado pela coordenadora do programa Mais Educação, Edileuza Maciel.

Na programação do encontro, a educação no contexto da política educacional; a gestão e o financiamento das ações de educação integral; o tempo escolar e os profissionais da educação na perspectiva da educação integral e a formação do atores (professores, coordenadores e monitores) do programa mais educação e as universidades federais.

Para Edileuza, o principal objetivo do seminário foi à troca de experiências com os coordenadores de todo o Brasil. “Saímos do encontro com maior entusiasmo para levar as discussões para as câmaras de vereadores, conselhos municipais de educação e para a sociedade. Promovendo assim uma transformação no programa política educacional, uma vez que a educação integral tem indicativo na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), no Plano Nacional de Educação, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Constituição. Dar a educação para as crianças e adolescentes é um necessidade, é preciso fazer uma articulação com outros atores social, para que isso se torne realidade em nosso município”, afirma ela.

Na ocasião do encontro, foi lido pela coordenadora Jaqueline Moll, diretora da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação, a carta das alunas da escola Marcos Soriano, que agradecia a coordenadora pelo programa que estava sendo realizado na escola, que elas estavam felizes por participar de todas as ações educativas. “Foi um momento de muita emoção para todos os participantes presentes no evento”, afirma Edileuza.

Edileuza Maciel, Coordenadora do Mais Educação da Semed e Jaqueline Moll,
diretora da SECAD do Ministério da Educação


O encontro também realizou uma exposição permanente das experiências do programa Mais Educação no Brasil. A coordenação do programa em Maceió , Edileuza expôs os relatos sobre processo de alfabetização e letramento da Escola Frei Damião, no Benedito Bentes, que teve com iniciativa garantir a participação dos alunos na sociedade letrada.

O programa Mais Educação, tem como principal tarefa ofertar para as escolas públicas, educação por meio de atividades optativas que trabalham nos diversos macrocampos do programa, nas áreas de esporte, arte , cultura, meio ambiente e no acompanhamento pedagógico.

Mais Educação entra em Campo

Foto: Adriana Cirqueira



Curiosidades sobre a Copa do Mundo, jogadores famosos, a cultura dos países participantes da Copa da África do Sul e do país anfitrião, são assuntos que fazem parte do conteúdo trabalhado em sala de aula – e fora dela – na Escola Municipal José Correia Costa. Assim a escola busca atrair a atenção e garantir a freqüência dos alunos em todas as atividades do Mais Educação. Nesse espírito, alunos participantes do programa realizaram uma visita pedagógica às instalações do Clube Corinthians Alagoano, na tarde desta segunda-feira.

Acompanhados da diretora Roselma Soares, da professora comunitária Ilza Neves e dos monitores do programa, as crianças entrevistaram o jogador Madson e jogaram futebol no campo do clube. A visita faz parte de um projeto que vem sendo desenvolvido na escola. “O Projeto Copa do Mundo está sendo trabalhado em sala de aula por todas as professoras em todos os turnos. É um trabalho que vem sendo feito por toda equipe, inclusive com o Mais Educação”, explica Roselma.

Madson respondeu a várias perguntas feitas pelos pequenos. O volante falou sobre seus gols, sobre o sonho da seleção brasileira e deixou clara a importância dos estudos numa profissão de carreira tão curta. Wallisson Barbosa da Silva, 10 anos e aluno do 5º ano, quis saber sobre as possibilidades de se jogar na seleção. “Eu quero ser um grande jogador e ser convocado para a seleção”, afirmou o garoto, completando saber da importância de continuar estudando para garantir um futuro melhor.

Júlio Enders, funcionário da escola e monitor de letramento, explicou que vem trabalhando os temas da profissionalização do futebol e da necessidade do estudo na formação de um jogador consciente de seus direitos e preparado para os desafios da vida. “Os alunos queriam frequentar apenas o futsal, e fugiam das outras atividades. Com o projeto, cada monitor explora um tópico sobre o tema. O Jadson, da recreação, está ensinando estrutura e as regras do esporte, a Marília do jornal, está trabalhando produção de texto sobre a Copa do Mundo e assim acontece com todos os outros”, esclarece o monitor.

Para o preparador físico do Corinthians e também professor de educação física Thiago Pereira, a iniciativa é muito bem vinda, já que aproveita o interesse da criança pelo esporte para estimular o gosto pelos estudos e a descoberta de que o futebol não é apenas uma brincadeira, além de despertar a curiosidade dos alunos para acontecimentos esportivos regionais e mundiais.

Ainda como parte do Projeto Copa do Mundo, está programado para o dia 04 de junho, no ginásio Tenente Madalena, um torneio de futsal, que está sendo organizado por Rary Carneiro, professora de educação física da escola. “Será a socialização do projeto e toda a comunidade escolar estará lá para prestigiar este trabalho de construção coletiva” frisou Ilza Neves, a coordenadora do programa na escola.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MPT e Semed juntos no combate ao trabalho infantil; dia D da campanha 10 de junho

foto: Janaina Farias



A Secretaria Municipal de Educação (Semed) é parceira do Ministério Público do Trabalho (MPT) na campanha de Combate ao Trabalho Infantil. Para isso, a Semed e o MPT estão usando medidas educativas simples, mas que fazem toda diferença, incentivando na sala de aula discussões sobre o universo do assunto numa proposta que envolve professores, pais e alunos. A campanha é de iniciativa do MPT e visa sensibilizar a sociedade quanto a exploração do trabalho infantil.


Uma das medidas que estão sendo usadas para provocar o debate entre os pais e a escola é o concurso de redação para estudantes do ensino fundamental que tem como tema “Combate ao Trabalho infantil”. Apenas alunos de escolas que aderiram ao “Projeto MPT nas escolas” podem participar. O Secretário, Thomaz Beltrão, considera importante a campanha e chama atenção da sociedade sobre os males causados pelo trabalho precoce em crianças e adolescentes.


Em novembro do ano passado, o prefeito Cícero Almeida, sancionou a Lei de Nº 5.840/2009 que institui o dia 12 de junho como Dia Municipal de Combate ao Trabalho Infantil. A redação do texto enfatiza que a data deverá ser inserida no calendário escolar da rede municipal. No entanto este é o primeiro ano que Maceió vai comemorar a data, depois que a lei foi aprovada. Para Thomaz é de extrema importância o tema ser trabalhado em atividades escolares.


De acordo com Simoneide Araújo, Assessora de Comunicação do Ministério Público do Trabalho de Alagoas, o dia alusivo de combate ao trabalho infantil é o dia 12 de junho, porém, exclusivamente esse ano em virtude da realização da Copa do Mundo cuja abertura oficial é 11 de junho, as atividades serão desenvolvidas no dia 10, para que não possa prejudicar o objetivo da campanha.


Portanto no dia 10 de junho, dia D da campanha, neste ano, serão realizadas várias atividades como caminhada, apresentações artísticas de crianças do Peti, além da entrega dos prêmios para os vencedores do concurso de redação. O primeiro colocado receberá um notebook, o segundo, um MP4 e uma coleção de livros, e o terceiro uma coleção de livros.


Os estudantes das unidades municipais que fazem parte do projeto MPT nas escolas receberão camisas com o emblema da campanha. Assessora ressalta que a escola do 1º colocado vai receber R$ 1.000 (mil reais) para compras de livros. A concentração para a caminhada será às 15h, no Alagoinhas com destino a praça multieventos. O Secretário de Educação, Thomaz Beltrão e assessora convidam toda a sociedade a integrar à campanha no combate a exploração do trabalho infantil.

Escola receberá ações conjuntas de secretarias municipais

Foto Diogo Brandão





As demandas apresentadas pela comunidade da Escola Municipal Claudinete Batista, referentes às políticas públicas, como emissão de documentos para os alunos e inclusão nos programas sociais do governo federal, foram tema de reunião entre representantes da secretarias municipais de Educação, Saúde (SMS) e Assistência Social (Semas), na sede da Semed, nesta segunda-feira, 24. o encontro foi motivado por uma audiência do Ministério Público (MP) e provocada pela comunidade.


A escola Claudinete Batista fica localizada no bairro do Trapiche e teve a sua capacidade ampliada, com a aquisição de um prédio, com recursos próprios do município, na ordem de R$ 220 mil. “Eram recursos que estavam, inclusive, bloqueados por não terem sido aplicados em tempo hábil. A escola necessitava de ampliação e isso foi feito pelo município. Agora, estamos estudando a implantação de políticas públicas que favoreçam à comunidade, motivo pelo qual reunimos as secretarias envolvidas na questão”, explica Elaine Oliveira, diretora de Gerenciamento Escolar da Semed.


O trabalho conjunto das secretarias também tem o objetivo de identificar um problema já constatado pela direção da escola: o alto índice de evasão escolar. De acordo com Elaine, ao tempo em que esse trabalho estiver sendo executado, profissionais da Semed, Semas e SMS vão desenvolver ações para manter os alunos na sala de aula. A escola Claudinete Batista atende a 240 alunos da educação infantil ao 1º ano, mas será ampliada para atender a outros 400.


A execução dos trabalhos na escola deverá ser feita de forma permanente a partir de agora. Para isso, serão destinados psicólogos e assistentes sociais. “De forma resumida, podemos afirmar que o trabalho a ser desenvolvido na unidade de ensino será executado de maneira paralela ao da Semed”, acrescenta Elaine Oliveira. Ela acrescenta que o trabalho sofreu descontinuidade devido às mudanças constantes pelas quais passaram a Semas.


Prefeitura prorroga validade do concurso da Semed

21 de Maio de 2010

Depois de prorrogar por mais dois anos a validade do concurso público para o cargo de agente de saúde do município, a Prefeitura de Maceió também decidiu prorrogar o concurso para merendeira e auxiliar de sala, realizado em 2008 pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). O prazo também é de dois anos.

O decreto que prorroga a validade da seleção foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do Município. A convocação mais recente feita pela Prefeitura para a área de Educação foi em março passado, quando foram nomeados 199 novos servidores.

Foram 160 professores de Educação Infantil, 10 de Educação Especial, dois de Língua Portuguesa, um de Ciências, dois de Geografia, cinco de Ensino Religioso, dois de Música e 17 de Educação Física. Os concursados da Saúde também vêm sendo nomeados gradualmente pela Prefeitura. As últimas nomeações na área ocorreram em outubro do ano passado. Na época, foram convocados mais 39 agentes comunitários de saúde, em regime estatutário, e outros 50 agentes de combate às endemias, em regime celetista.

Em setembro de 2009, foram nomeados mais 100 aprovados nesse mesmo concurso público. A seleção ofereceu 1.461 vagas, sendo 650 para a Semed e 811 para a Secretaria Municipal de Saúde. No caso dos profissionais para o provimento de cargos na área da saúde, a realização do concurso teve como principal objetivo a substituição gradual dos agentes terceirizados.

Fonte: www.maceio.al.gov.br

Escola Paulo bandeira implementa ações de valorização à Diversidade Étnico-Raciais

Foto Janaína Farias



Se depender dos professores e funcionários da Escola de Ensino Fundamental Paulo Bandeira, no Benedito Bentes, os alunos desta unidade serão instruídos da melhor forma a lidar com as diferenças, em se tratando da questão, étnico-raciais, no ambiente escolar. A formação que receberam sobre o assunto vai possibilitar que professores e funcionários incluam na prática pedagógica ações que visam valorizar a cultura afro-brasileira e combater atos anti-racistas na escola.

A diversidade Ètnico Racial é tratada pela escola como um assunto sério que merece atenção especial. Sendo assim, o primeiro passo foi sensibilizar a comunidade escolar para trabalhar o assunto de forma interdisciplinar. A Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa da Diversidade Étnico Racial da Semed, Rosário de Fátima, disse que a formação teve a intenção de qualificar os educadores a trabalhar a diversidade étnica racial no contexto da sala de aula de forma planejada e didática.

“A preocupação da coordenação da escola diz respeito como os professores devem trabalhar a temática no fazer pedagógico”, destaca Rosário. Com base na Lei Nº 10.639 que trata das relações étnico-raciais que se propõe eliminar discriminações e preconceitos na escola, a coordenadora apresentou um projeto que implementa essa missão. O projeto, segundo ela, convida a comunidade escolar a se envolver com a causa, na tentativa de promover a inclusão social e cidadania no sistema educacional.

“Esse momento é uma ação de implementação desse plano”, diz Rosário fazendo alusão a lei das relações étnica raciais. “Trabalhar a questão étnico racial não é só papel do professor, mas de todos os integrantes da escola”, reforçando a tese de que todos os membros da escola devem propiciar aos alunos um lugar acolhedor com o intuito de construir a cidadania, valendo–se de estratégias para combater o preconceito a discriminação e o racismo.

O projeto esclareceu dúvidas freqüentes de como trazer para sala de aula o tema sobre uma seqüência didática, ”Teorizar é uma coisa, mas trazer pra prática é outra”, questiona a coordenadora. Sobretudo a idéia inicial do projeto é fazer um diagnóstico do aluno- traçar um perfil- para que possa conhecê-lo melhor e em cima disso elaborar estratégia de ação para combater possível ato discriminatório. Para isso os educadores poderão utilizar de alguns matérias didáticos como vídeos, livros, murais e demais planos.

A professora ,Silvanei de Lima de Alcântara, do 3ª ano(2ª série) considerou importante o conhecimento sobre a prática da diversidade étnico racial no âmbito da sala de aula, “Esclareceu bastante minhas dúvidas. Não sabia como planejar. Não sabia como trabalhar isso no planejamento das aulas”, ressalta, analisando a importância da inclusão social de alunos sobre essa problemática.

Escola Zumbi realiza VI Seminário 13 de Maio

Fotos Marcos Rodrigues



Arte e debate foram as estratégias adotadas no VI Seminário 13 de maio, realizado pela Escola Municipal Zumbi dos Palmares,no último sábado, para discutir a situação do negro na sociedade. Para contextualizar e aproximar as discussões os professores usaram como referência a situação da África do Sul, atual sede da Copa do Mundo.



Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) a direção mobilizou alunos e todos os professores da unidade. O empenho do grupo estava na decoração do ambiente com a exposição de trabalhos elaborados em sala de aula, bem como a presença de elementos artesanais alusivos a cultura negra.



Antes das palestras, professores apresentaram uma dramatização que explorou situações do contidiano, onde aconteciam manifestações racistas. Com uma linguagem simples e envolvente o público interagiu e identificou como o racismo ainda persiste na sociedade.



As discussões ficaram por conta da palestra dos professores Jeruza Louzada Duarte e do africano, professor da Faculdade Maurício de Nassau, Orlando Mendonça, que nasceu em Guiné Bissau. A professora destacou aspectos culturais e econômicos da África do Sul desde a época do regime de segregação racial, até os dias atuais. Já Orlando mostrou imagens e fez um relato do período em que esteve morando em seu país.

Na Zumbi dos Palmares a temática da cultura negra está agregada ao seu projeto pedagógico desde a sua criação. Antes mesmo da instituição da lei nº 10.639, agora modificada para lei nº 11.645/2008, que determina a obrigatoriedade do ensino da história afro-brasileira e índigena, os alunos já eram estimulados a integrarem grupos afros e debaterem a cultura negra.

Por conta do envolvimento social e da intervenção que faz junto à comunidade, um dos sonhos dos docentes é contar com um auditório. Com esta estrutura seria possível atrair e promover mais discussões, além de ampliar a participação das artes cênicas como elemento de formação.