sexta-feira, 8 de junho de 2018

Projeto de autoavaliação aproxima escola e comunidade



Estudantes, professores e funcionários da Escola Municipal Selma Bandeira, localizada no Benedito Bentes, se mobilizaram durante toda esta semana, por meio de atividades educativas, para conscientizar a comunidade sobre a preservação do meio ambiente e promoção da saúde – sobretudo no que se refere à destinação adequada do lixo. Entre as ações desenvolvidas, foi feita uma calçada viva com pneus coloridos e plantas nativas, além de coleta de materiais nos arredores da escola e conversas de sensibilização com os moradores. Nesta sexta-feira, 8, estudantes de todas as etapas e modalidades fizeram o plantio de árvores de pequeno porte e, por fim, abraçaram a escola em ato simbólico ao som da canção “depende de nós”.
As ações são um reflexo do projeto-piloto de autoavaliação escolar – inspirado em experiências desenvolvidas pela Universidade do Porto, em Portugal, e implementado na rede de Maceió desde 2017, no âmbito do plano de cooperação técnica entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o acompanhamento do professor Dr. Paulo Marinho, titular da instituição portuguesa e professor visitante CEDU-UFAL.
O descarte irregular é comum na comunidade e já vinha sendo discutido pela diretora da unidade, Josilda Lima. A partir da autoavaliação, a importância de sanar o problema do descarte irregular no entorno da unidade ganhou força e tornou-se um ponto prioritário a ser resolvido. Desse modo, a escola convocou toda a comunidade escolar para transformar a Selma Bandeira em um espaço verde e sustentável. 
“A escola pertence a comunidade e devemos cuidar bem dela”, disse a coordenadora pedagógica Alessandra de Almeida. Para ela, o projeto-piloto de autoavaliação tem sido um grande desafio, propondo uma releitura da escola e sugerindo que cada unidade de ensino construa, planeje e execute seus planos de intervenções com base na escuta de todos que fazem parte da comunidade escolar.

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Nossa escola se encontra em um ambiente vulnerável, que precisa de apoio, de parcerias. Nada mais importante que desenvolver ações para que a comunidade perceba que a escola está viva e deve ser percebida como um espaço de referência para todos, de discussões políticas, de convivência, e não apenas um lugar para aprender a ler e escrever. Grandes transformações sociais podem partir daqui”, resumiu.
A coordenadora acrescenta que a pretensão da escola Selma Bandeira é que o projeto de autoavaliação aproxime ainda mais a escola da comunidade e se torne uma prática permanente, inserida no projeto político pedagógico. Alessandra ressalta que todas as ações são discutidas e decididas por múltiplos atores, mas sempre com embasamento teórico e reuniões periódicas. “É preciso que esse projeto tenha a nossa cara e atenda os anseios da comunidade escolar. Temos a preocupação constante em ouvir os pais e responsáveis para chegarmos a um ponto comum para melhorar a qualidade do ensino aprendizagem dos nossos alunos”, considera.
Sobre o Projeto de Autoavaliação
De acordo com a coordenadora local do projeto Semed/PNUD, Paola Barbieri, a ideia central do projeto piloto de autoavaliação é empoderar as escolas, dando-lhes mais autonomia para que, através da construção de processos de autoconhecimento por meio de metodologias específicas, decidam e executem ações prioritárias de acordo com suas reais necessidades. Espera-se, também, provocar uma mudança na cultura organizacional das escolas, com base em uma gestão mais participativa e colaborativa, que impacte positivamente na gestão e organização,no ensino e aprendizagem e na relação da escola com a comunidade.
“A autoavaliação será uma oportunidade para potencializar as inter-relações nas escolas, contribuindo para a construção de uma cultura organizacional colaborativa, com o envolvimento de toda a comunidade escolar, além de buscar entender e atender diversas demandas, micro e macro, do sistema educativo autoavaliado, em suas mais variadas dimensões”.
A perspectiva do projeto Semed/PNUD visa estender a autoavaliação para todas as escolas da rede e torná-la política pública do Município. Além da Selma Bandeira, as escolas municipais Luiz Pedro IV e Monsenhor Antônio Assunção também desenvolvem o projeto-piloto. Todas as ações são coordenadas pelo Setor de Avaliação Escolar da Semed (SAVE),  e acompanhadas pelo professor Paulo Marinho e equipe técnica do PNUD.
Por Thiago Guimarães – Ascom/PNUD

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